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PORTUGAL 2030

Porque este aviso de Inovação Produtiva é mais exigente do que parece

O essencial

O aviso de Inovação Produtiva exige mais do que o cumprimento dos requisitos de elegibilidade: as empresas devem apresentar projetos sólidos, coerentes e competitivos. A avaliação valoriza a estratégia, a qualidade da proposta, a capacidade de execução e, sobretudo, o impacto esperado, que representa 40% da classificação final. Neste contexto, preparar a candidatura com antecedência, fundamentar bem os indicadores e demonstrar resultados futuros torna-se essencial para aumentar as hipóteses de sucesso.

O prazo termina. As candidaturas ao aviso de Inovação Produtiva decorrem até 30 de setembro de 2026.
O mérito decide. As candidaturas são hierarquizadas pela sua pontuação e, em caso de empate, a data de submissão pode ser determinante.
A avaliação combina. O mérito do projeto resulta da análise da estratégia, da qualidade, da capacidade de execução e do impacto.
O impacto pesa. Este critério representa 40% da classificação final e assume o maior peso na avaliação.
A preparação conta. As empresas devem antecipar a candidatura, alinhar indicadores e demonstrar resultados futuros de forma consistente.

A natureza concorrencial do novo aviso de Inovação Produtiva torna a preparação da candidatura particularmente exigente. Neste concurso, não está apenas em causa cumprir requisitos de elegibilidade, mas apresentar um projeto sólido, coerente e competitivo face às restantes candidaturas.

A metodologia de avaliação ajuda a perceber esta exigência. O Mérito do Projeto resulta da análise de quatro critérios: Adequação à Estratégia, Qualidade, Capacidade de Execução e Impacto. Entre estes, o critério Impacto assume o maior peso, representando 40% da classificação final.

Isto significa que a candidatura deve demonstrar, de forma objetiva, os resultados que o projeto poderá gerar para a empresa e para a economia. Indicadores como o aumento do volume de negócios, a criação de emprego qualificado, o reforço da intensidade exportadora, a melhoria do valor acrescentado por trabalhador e o contributo para a competitividade regional assumem um papel relevante na avaliação.

“As empresas que obtêm melhores resultados são, normalmente, aquelas que começam por definir onde querem crescer e que transformação pretendem alcançar. O investimento surge depois, como o meio para concretizar esses objetivos”, refere Patrícia Matos, consultora da Zabala Innovation.

A experiência da Zabala Innovation em projetos de Inovação Produtiva, com mais de 21,5 milhões de euros de investimento elegível acompanhado, mostra que as candidaturas mais sólidas combinam preparação antecipada, coerência estratégica, indicadores consistentes e uma narrativa de impacto bem fundamentada.

Um dos principais riscos para as empresas está na preparação tardia. Construir uma candidatura competitiva exige tempo para validar o enquadramento, estruturar o plano de investimento, fundamentar pressupostos económico-financeiros, recolher documentação e alinhar os indicadores do projeto com os objetivos do aviso.

Além disso, tratando-se de um processo concorrencial, as candidaturas são hierarquizadas por mérito. Em caso de empate, a pontuação obtida no critério Qualidade e a data de submissão podem ser determinantes, o que reforça a importância de preparar a candidatura com antecedência e evitar decisões de última hora.

Neste contexto, a qualidade da candidatura dependerá da capacidade de apresentar uma visão clara, dados consistentes e uma justificação robusta para os resultados esperados.

Com candidaturas abertas até 30 de setembro de 2026, as empresas com projetos de investimento em curso ou em preparação devem avaliar desde já o seu potencial enquadramento e iniciar a estruturação da candidatura com tempo suficiente para construir uma proposta competitiva.