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Inteligência artificial

A inteligência artificial e a consultoria de inovação

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O essencial

A inteligência artificial está a afirmar-se como uma ferramenta estratégica para reforçar a competitividade e a capacidade de inovação das organizações. Neste contexto, uma consultora de inovação pode ajudar a transformar ideias em projetos viáveis, identificar oportunidades de financiamento e preparar propostas de I&D mais robustas, enquanto a IA agiliza tarefas de análise e gestão sem substituir o conhecimento especializado.

Adoção crescente. A inteligência artificial está cada vez mais presente nas empresas europeias e reforça o seu papel na transformação digital.
Projetos viáveis. Uma consultora de inovação ajuda a transformar necessidades empresariais em projetos de IA com potencial de financiamento.
Financiamento público. Os apoios públicos impulsionam projetos de IA, mas exigem propostas bem estruturadas e alinhadas com os critérios de avaliação.
Oportunidades inteligentes. A Kaila facilita a identificação de avisos, parceiros e projetos através da inteligência artificial.
Conhecimento especializado. A IA automatiza tarefas intensivas em informação, enquanto a experiência especializada continua a orientar as decisões fundamentais.

A inteligência artificial tornou-se um dos principais indicadores da capacidade de inovação das organizações. A sua adoção está a acelerar na Europa e assume um papel cada vez mais relevante nas estratégias de transformação empresarial. Em 2025, uma em cada cinco empresas da União Europeia com pelo menos dez trabalhadores utilizava tecnologias de inteligência artificial. Segundo o Eurostat, este valor representa um aumento significativo face aos 13,5% registados no ano anterior, atingindo os 55% entre as grandes empresas. Apesar desta evolução, a Europa continua a ter uma ampla margem de progressão para alcançar um dos objetivos definidos na Década Digital para 2030: garantir que três em cada quatro empresas utilizem serviços de cloud, big data ou inteligência artificial.

Neste contexto, “a inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se tornar um poderoso motor de competitividade”, afirma Daniel Errea, responsável pela área Digital da Zabala Innovation. Na sua perspetiva, “o desafio já não está em saber se as organizações devem utilizar a IA, mas sim em identificar onde esta pode gerar valor real”. A análise de informação técnica, a exploração de dados, a monitorização de oportunidades, a eficiência operacional, a gestão documental, o desenvolvimento de novos serviços e a melhoria da relação com clientes e utilizadores são apenas alguns dos exemplos destacados por este especialista.

Como uma consultora de inovação pode apoiar projetos de IA

Muitas organizações identificam oportunidades para aplicar a inteligência artificial, mas transformar uma ideia num projeto viável exige a definição de objetivos claros, a priorização de necessidades e a avaliação da sua viabilidade tecnológica, económica e estratégica. É aqui que uma consultora de inovação como a Zabala Innovation acrescenta metodologia, estrutura e uma visão estratégica abrangente.

Este acompanhamento pode começar muito antes da publicação de um aviso. Inclui diagnósticos de transformação digital, a identificação de casos de utilização com potencial inovador, a definição de roteiros estratégicos e a avaliação das capacidades necessárias para desenvolver a solução, levá-la ao mercado ou validá-la num ambiente real.

Depois de definido o projeto, a consultora pode apoiar a organização na identificação dos avisos mais adequados, na procura de parceiros, na constituição de consórcios e na preparação de propostas de I&D&I. Pode também prestar apoio na elaboração da memória técnica, na definição do plano de trabalho e do orçamento e, uma vez obtido o financiamento, na gestão administrativa, financeira e técnica do projeto, bem como na valorização e transferência dos resultados.

Esta abordagem é particularmente útil em projetos de inteligência artificial, que frequentemente combinam disciplinas como a análise de dados, o desenvolvimento de software, a automação, a cibersegurança e a validação em ambientes reais. “O essencial não é apenas conseguir financiamento, mas construir um projeto sólido que responda a um desafio concreto e esteja alinhado com os objetivos do programa de financiamento”, resume Daniel Errea.

Financiamento para projetos de inteligência artificial

O financiamento público tornou-se um instrumento essencial para acelerar projetos de inteligência artificial, transformação digital e automação. Existem oportunidades a nível regional, nacional e europeu destinadas a apoiar a investigação, o desenvolvimento experimental, a adoção de tecnologias, a melhoria de processos e a colaboração entre empresas, centros tecnológicos e universidades.

No entanto, obter estes financiamentos exige muito mais do que uma boa ideia. “Os avisos avaliam a qualidade técnica, o grau de inovação, o impacto esperado, a capacidade de execução e o alinhamento com as prioridades estratégicas”, explica Daniel Errea. No caso da IA, assumem também especial importância aspetos como a disponibilidade e a qualidade dos dados, a segurança, a rastreabilidade, a ética e a escalabilidade das soluções.

A experiência da Zabala Innovation neste tipo de programas permite igualmente antecipar potenciais riscos de elegibilidade, reforçar a coerência das propostas e adaptar cada projeto aos critérios específicos de avaliação.

Que tipo de organizações podem beneficiar?

A inteligência artificial não é exclusiva das grandes empresas tecnológicas. Pode gerar valor para PME industriais, grandes empresas, startups, centros tecnológicos, universidades, hospitais, administrações públicas, clusters, associações setoriais e qualquer organização que gere grandes volumes de informação ou processos complexos.

As aplicações são muito diversas. Uma empresa pode utilizar a IA para automatizar tarefas administrativas, otimizar operações ou melhorar a manutenção preditiva. Um centro tecnológico pode integrá-la em projetos de investigação colaborativa. Uma administração pública pode utilizá-la para prestar serviços públicos mais ágeis e eficientes. “O essencial é associar a tecnologia a uma necessidade concreta e a resultados mensuráveis”, sublinha Daniel Errea.

Kaila, inteligência artificial para identificar oportunidades de financiamento

Uma das aplicações mais imediatas da IA na consultoria de inovação é a identificação de oportunidades. A Kaila, a plataforma inteligente da Zabala Innovation, foi concebida para facilitar a pesquisa de avisos, parceiros e projetos relevantes num contexto em que os programas de financiamento são cada vez mais numerosos e especializados.

A plataforma permite filtrar oportunidades com base em critérios como a área temática, o tipo de organização, o território, o orçamento, o nível de maturidade tecnológica ou os prazos de candidatura. Desta forma, simplifica uma tarefa que pode ser particularmente complexa para organizações que gerem várias iniciativas de inovação em simultâneo.

Contudo, a tecnologia não substitui a análise especializada. A seleção da estratégia de financiamento mais adequada e a elaboração de uma proposta competitiva continuam a depender do conhecimento e da experiência das equipas especializadas.

IA aplicada à preparação de propostas e à gestão da inovação

A Zabala Innovation não só acompanha organizações que desenvolvem projetos de inteligência artificial, como também participa em iniciativas como a AI-Boost e integra esta tecnologia na sua atividade diária. “Aplicamos a IA a tarefas repetitivas, morosas, que exigem precisão e envolvem grandes volumes de informação. Isto permite-nos dedicar mais recursos a atividades de maior valor acrescentado e prestar um melhor serviço aos nossos clientes”, explica Daniel Errea.

A IA não substitui o conhecimento técnico nem a experiência acumulada das equipas de consultoria. Pelo contrário, funciona como uma ferramenta de apoio em fases particularmente intensivas em informação. Na Zabala Innovation, é utilizada, por exemplo, na análise documental, na revisão preliminar de avisos, na deteção precoce de potenciais riscos de elegibilidade e no apoio interno à preparação de propostas.

É também aplicada na melhoria de processos, na formação das equipas e no desenvolvimento de soluções internas. Ainda assim, o conhecimento humano continua a ser essencial. “O nosso verdadeiro valor acrescentado continua a residir na capacidade de interpretação especializada, na definição da estratégia de financiamento, na conceção dos projetos e na transformação de uma oportunidade numa proposta sólida, coerente e competitiva”, conclui Daniel Errea.