Ir para notícias

Defesa

Zabala Innovation reforça a sua liderança no Fundo Europeu de Defesa

european defence fund 2024 resultados

A Zabala Innovation consolidou-se como um dos actores mais eficazes na últimoconvite à apresentação de propostas do European Defence Fund (EDF), concluído no ano passado, tendo acompanhado duas propostas que foram aprovadas. Assim, num contexto marcado pelo aumento da concorrência, a consultora acumula uma taxa de sucesso global de 58% desde o lançamento do EDF em 2021.

Tem um projeto inovador neste domínio? Nós podemos ajudá-lo!

“Estamos muito satisfeitos com estes resultados, pois confirmam a capacidade da nossa equipa para se adaptar a um programa exigente e altamente competitivo”, explica Margherita Volpe, responsável pela área de Segurança, Espaço e Defesa em Projetos Europeus da Zabala Innovation. “A complexidade técnica e estratégica dos projetos do EDF exige uma preparação meticulosa e uma coordenação eficiente entre múltiplos parceiros europeus”, acrescenta.

A edição de 2024 do EDF mobilizou 910 milhões de euros com o objetivo de reforçar as capacidades tecnológicas e operacionais do sector da defesa na Europa. Bruxelas deu prioridade a áreas como a mobilidade das forças, a utilização de drones e o desenvolvimento de tecnologias disruptivas. No total, foram apresentadas 297 propostas, das quais 62 foram selecionadas para financiamento.

O EDF visa promover a colaboração transfronteiriça entre empresas e instituições de investigação dos Estados-Membros e da Noruega, enquanto incentiva a inclusão de PME nos consórcios. No convite à apresentação de propostas de 2024, as pequenas e médias empresas representam mais de 38% das entidades participantes e receberão mais de 27% do total de financiamento solicitado. Segundo dados da Comissão Europeia, serão atribuídos 369 milhões de euros a 39 projetos de investigação e 539 milhões de euros a 23 iniciativas orientadas para o desenvolvimento de capacidades.

“Este fundo não financia apenas tecnologias, mas também estruturas de cooperação europeia que podem perdurar para além dos projetos”, salienta Volpe. A responsável da Zabala Innovation destaca o trabalho de mediação realizado entre parceiros de diferentes países, bem como o alinhamento das propostas com as prioridades definidas pela UE. “Um dos principais desafios é traduzir a estratégia europeia em roteiros técnicos e operacionais concretos, que possam ser avaliados e executados com sucesso”, indica.

Fronteiras da defesa

Entre as novidades desta edição destaca-se a abertura do programa à indústria de defesa ucraniana, que pôde participar pela primeira vez em projetos do EDF. Esta integração responde aos esforços do Gabinete de Inovação em Defesa da UE, em Kiev, para incluir a Ucrânia na base industrial europeia. Alguns dos projetos selecionados incluem o desenvolvimento de sistemas aéreos não tripulados com inteligência artificial.

Outra linha estratégica foi o impulso a tecnologias com capacidade disruptiva – aquelas que podem substituir ou transformar significativamente as capacidades atuais. Bruxelas reservou 45 milhões de euros para este tipo de iniciativas.

Neste ecossistema altamente competitivo, a Zabala Innovation acompanhou consórcios que trabalham em propostas alinhadas com os critérios técnicos do programa, que define 17 categorias temáticas e horizontais. Estas vão desde a biotecnologia e as ameaças nucleares, biológicas e químicas, até à resiliência energética e à transição digital no âmbito militar. A estrutura do EDF permite assim financiar tanto projetos orientados para desafios emergentes como aqueles destinados a melhorar a interoperabilidade e a eficiência dos sistemas existentes.

O fundo, com um orçamento global de 7.300 milhões de euros para o período de 2021 a 2027, tornou-se o principal instrumento da UE para impulsionar a investigação e o desenvolvimento no domínio da defesa. A sua gestão é feita através de convites anuais à apresentação de propostas e visa reforçar as capacidades comuns a nível europeu, no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa. Dotado com 1.065 milhões de euros para projetos de investigação colaborativa (370,6 milhões de euros) e de desenvolvimento (695,1 milhões de euros), o convite deste ano estará aberto para apresentação de propostas até 16 de Outubro de 2025.