
Notícias
EIC
Apoios de 1.400 milhões de euros do Conselho Europeu de Inovação em 2026
Entre as novidades, o EIC lança o concurso Advanced Innovation Challenges, uma iniciativa-piloto orientada para a inovação ‘deep tech’ de alto risco
BEI
Pequeno guia sobre as oportunidades oferecidas pelo Banco Europeu de Investimento e como aceder a elas
O essencial
O Banco Europeu de Investimento (BEI) tornou-se um pilar central do financiamento europeu, impulsionando projetos com impacto económico, social e ambiental. Através dos seus vários instrumentos (empréstimos, garantias, capital e ‘blending’) o BEI e a sua subsidiária, o Fundo Europeu de Investimento (FEI), facilitam o acesso a recursos para administrações públicas, empresas e start-ups.
O Banco Europeu de Investimento (BEI) consolidou-se como um dos principais motores financeiros da União Europeia. A sua função não é competir com a banca comercial, mas sim mobilizar investimento em projetos que gerem impacto económico, social e ambiental. Embora o seu nome esteja frequentemente associado a grandes infraestruturas, o BEI, juntamente com a sua subsidiária, o Fundo Europeu de Investimento (FEI), oferece soluções adaptadas a todos os tipos de entidades, desde autoridades locais a start-ups inovadoras.
Rocío Fernández, líder da Área Financeira de Projetos Europeus da Zabala Innovation, sublinha que a consultora conhece profundamente o funcionamento do banco: “A nossa experiência acumulada em operações corporativas em Espanha, com projetos que mobilizaram centenas de milhões de euros em financiamento do BEI, permite-nos oferecer uma visão prática e estratégica de todo o processo”, destaca. “Acompanhámos empresas industriais, tecnológicas e energéticas na estruturação de programas de investimento que cumprem os exigentes critérios europeus de inovação, sustentabilidade e coesão”, acrescenta.
Por sua vez, David Aristu, consultor em Projetos Europeus da Zabala Innovation, reforça que “aceder ao financiamento do BEI exige mais do que uma boa ideia: requer um planeamento técnico e financeiro rigoroso, uma narrativa coerente e um conhecimento profundo dos mecanismos disponíveis”. A Zabala Innovation, explica, “centra-se em desenhar projetos sólidos e bem fundamentados, otimizar o seu enquadramento com os instrumentos financeiros europeus e garantir uma comunicação fluida com o banco durante todo o processo, desde a avaliação inicial até ao encerramento e acompanhamento da operação”.
Assim, conhecer bem os instrumentos do BEI e combiná-los adequadamente pode ser o passo decisivo entre uma ideia no papel e um projeto real, financiado e em execução.
O BEI destina o seu financiamento a uma ampla variedade de setores. No setor público, foca-se na energia (especialmente renovável e eficiência energética), água, transportes, digitalização, educação, saúde e habitação social. Tudo isto está alinhado com o seu Roteiro Climático 2021-2025, centrado na transição ecológica e na neutralidade carbónica.
No setor empresarial, o banco apoia tanto grandes corporações como empresas de média dimensão em projetos de inovação, sustentabilidade ou digitalização. Muitas destas operações são canalizadas através de bancos intermediários, que redistribuem os fundos do BEI às empresas beneficiárias.
À escala global, o braço EIB Global promove investimentos em energia sustentável, conectividade e saúde fora da UE, com garantias do programa NDICI/EFSD+, parte da estratégia Global Gateway.
O empréstimo direto é o produto mais emblemático do BEI. É concedido a administrações ou empresas com projetos de grande dimensão, a partir de 25 milhões de euros, e pode cobrir até 50% do custo total.
Uma modalidade especialmente útil para o setor público é o empréstimo-quadro, que agrupa vários subprojetos num único programa de investimento.
Quando os montantes são menores, a via mais comum são os empréstimos intermediados. Neste modelo, o BEI empresta a bancos comerciais, que por sua vez financiam PME e empresas de média capitalização em condições preferenciais: taxas de juro mais baixas, prazos mais longos ou maior flexibilidade. Este é o principal canal de acesso das empresas aos fundos do banco europeu.
Outro instrumento importante são as garantias. O BEI cobre parte do risco das operações, permitindo que as instituições financeiras concedam mais crédito. No caso das PME, o FEI gere as garantias InvestEU, que ampliam o acesso ao financiamento para projetos com maior risco tecnológico ou inovador.
Fora da Europa, as garantias EFSD+ atuam como catalisadores de investimento privado em mercados emergentes, reduzindo o risco das operações.
O BEI também dispõe de instrumentos híbridos, como o venture debt, um tipo de financiamento a meio caminho entre a dívida e o capital, dirigido a PME que desenvolvem tecnologias, soluções ou plataformas altamente inovadoras.
O FEI, por seu lado, apoia as PME europeias fornecendo capital próprio e quase-capital através de fundos de capital de risco, crescimento e impacto, ajudando-as a inovar e expandir-se. Para tal, colabora com gestores de fundos e investidores, mobilizando capital público e privado e partilhando o risco do investimento em toda a Europa.
As facilidades de financiamento combinado (blending) do BEI funcionam através da combinação de subvenções da Comissão Europeia com financiamento a longo prazo do BEI ou de outras instituições elegíveis, mobilizando assim dívida ou capital adicionais de investidores públicos ou privados.
O mecanismo de blending (utilizado, por exemplo, em algumas linhas do programa CEF Transport ou no EIC Accelerator) reduz o risco dos projetos e aumenta o impacto dos recursos da UE, combinando subvenções, assistência técnica, bonificações de juros e instrumentos financeiros como capital de risco ou garantias.
O banco aplica um processo de avaliação rigoroso. Cada projeto é analisado não apenas pela sua rentabilidade financeira, mas também pelo seu impacto económico, social e ambiental.
Deve estar alinhado com as políticas e prioridades da UE (transição verde, inovação, digitalização e coesão territorial) e cumprir as normas ambientais e sociais do BEI, bem como as regras europeias de contratação pública.
A instituição avalia parâmetros como o retorno socioeconómico, a redução de emissões e a coerência com a Taxonomia da UE. Em suma, o projeto deve demonstrar uma contribuição tangível para os objetivos comuns europeus.
O acesso depende da dimensão do projeto. Para operações a partir de 25 milhões de euros, é possível dirigir-se diretamente ao BEI com um dossiê de projeto, que será avaliado nos planos técnico, económico e ambiental. Após aprovação, o empréstimo é assinado e desembolsado por fases.
Para projetos mais pequenos, a via mais direta é através dos bancos nacionais que canalizam as linhas de crédito do BEI. Os intermediários financeiros também podem aceder às garantias InvestEU do FEI.
O BEI oferece prazos longos e condições competitivas, graças à sua classificação de crédito AAA e ao seu baixo custo de financiamento nos mercados. No entanto, exige rigor técnico, transparência e conformidade regulamentar.
O banco recomenda planear desde o início o impacto ambiental e social, justificar a contribuição para os objetivos europeus e estruturar adequadamente os procedimentos de contratação.

Notícias
EIC
Entre as novidades, o EIC lança o concurso Advanced Innovation Challenges, uma iniciativa-piloto orientada para a inovação ‘deep tech’ de alto risco

Opinião
Indústria

Daniel Errea
Consultor em Projetos Europeus

Publicação
Programas Europeus
Reunimos os convites à apresentação de propostas dos programas Europeus mais relevantes num calendário disponível para download!
Se pretende obter financiamento para o seu projeto, as subvenções públicas são uma boa oportunidade
Zabala Innovation assiste actores privados e públicos na sua procura e aquisição de financiamento público e desenvolveu uma metodologia para acompanhar e apoiar os coordenadores de projetos nacionais e europeus.
A Europa oferece muitas oportunidades para apoiar e promover ações de investigação, desenvolvimento e inovação. A concorrência é elevada e estar bem posicionado entre os intervenientes ativos em cada setor requer um plano de ação bem pensado e uma forma ativa de promover a visibilidade em Bruxelas.