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Transição energética

As redes elétricas inteligentes, chave para um futuro mais ecológico e resiliente

ISGAN

Na corrida atual para atingir os objetivos climáticos, os sistemas energéticos tradicionais são obrigados a transformar-se para responder a novas exigências: integração das energias renováveis, monitorização em tempo real e um modelo mais centrado no consumidor. Este desafio evidenciou a necessidade de redes elétricas mais inteligentes e flexíveis, bem como de uma colaboração internacional que acelere o seu desenvolvimento. Neste contexto, a Rede Internacional de Acão para Redes Inteligentes (ISGAN, na sigla em inglês) reúne países de todo o mundo para partilhar conhecimentos e coordenar políticas que impulsionem a inovação no sector. Alinhada com estes objetivos, “a Zabala Innovation foi nomeada secretariado da ISGAN, reforçando o seu compromisso com uma transição energética mais sustentável e cooperativa”, anuncia Alessandro Provaggi, diretor do escritório da consultora em Bruxelas.

Como resposta às mudanças globais, as principais economias – incluindo a Europa e os Estados Unidos – realizaram investimentos significativos tanto no crescimento da geração de energia renovável como na modernização das suas redes. O desafio já não é apenas aumentar a capacidade renovável, mas também integrar essas fontes nos sistemas existentes, muitos dos quais estão limitados por infraestruturas obsoletas que não dispõem de monitorização em tempo real.

Face a estes desafios, o sector energético está a trabalhar na evolução das redes inteligentes, focando-se na resposta à crescente procura por energia mais limpa, enquanto reforça a resiliência, a segurança e a capacidade de adaptação das infraestruturas elétricas.

No âmbito da sua atuação no Clean Energy Ministerial (CEM) e do Programa de Cooperação Tecnológica da Agência Internacional da Energia (AIE), a ISGAN – que reúne especialistas governamentais de 25 países e da Comissão Europeia – participa em iniciativas internacionais orientadas para promover o desenvolvimento e a adoção de redes elétricas inteligentes.

Parcerias estratégicas

Através da cooperação técnica, da análise de políticas e da partilha de conhecimentos, a ISGAN promove a adoção global de sistemas mais inteligentes, que melhorem a eficiência energética, possibilitem a integração de novas fontes de energia, apoiem os esforços de eletrificação e reforcem a flexibilidade das redes. Para além do CEM e da AIE, a ISGAN colabora ainda com outras associações estratégicas, como a Global Smart Energy Federation e a Mission Federation, entre outras.

“À medida que esta rede continua a divulgar boas práticas a nível global, a solidez e a abrangência das suas parcerias estratégicas serão essenciais para garantir um progresso coordenado rumo a sistemas energéticos inteligentes, resilientes e sustentáveis em todo o mundo”, afirma Provaggi.

“Enquanto gestora e coordenadora das atividades diárias do secretariado da ISGAN, a Zabala Innovation traz consigo uma vasta experiência na gestão de órgãos de governação e na promoção do envolvimento das partes interessadas em várias plataformas europeias”, destaca Provaggi, que menciona como exemplos a participação da consultora em iniciativas como a ETIP SNET, Batteries Europe e ETIP Hydropower.

E acrescenta: “Esta colaboração com a ISGAN é uma continuação natural do nosso objetivo de promover a inovação sustentável e apoiar ações ligadas às redes inteligentes. Demonstra também a nossa forte capacidade de coordenar e promover formas de colaboração complexas, mas estratégicas”.

Segundo o diretor do escritório de Bruxelas da Zabala Innovation, “a vasta experiência desta consultora nos domínios da energia, da inovação e dos projetos de investigação constitui um ativo valioso para apoiar os objetivos da ISGAN: a experiência da equipa em disseminação e comunicação contribuirá, sem dúvida, para melhorar a visibilidade, o envolvimento das partes interessadas e as atividades de partilha de conhecimento; e a sua excelência financeira e administrativa sustentará a transparência e o bom funcionamento da organização”.

A ISGAN e as redes do futuro

Olhando para o futuro, as tecnologias de redes inteligentes serão marcadas pela convergência entre a digitalização, a descentralização dos sistemas energéticos e a descarbonização. No centro desta transformação está a integração da inteligência artificial e da aprendizagem automática, que permitirão implementar funções cruciais como a manutenção preditiva, a otimização da rede em tempo real e a tomada de decisões autónoma em toda a rede energética.

Plataformas digitais como os espaços de dados (dataspaces) e os contadores inteligentes permitirão uma gestão energética mais granular e promoverão a transição de uma cadeia de fornecimento unidirecional para ecossistemas bidirecionais, onde os consumidores se tornam participantes ativos (prosumeres), produzindo, armazenando e gerindo a sua própria energia. Isso dará origem a novos tipos de utilizadores que exigirão mudanças na estrutura tarifária e nos mecanismos de resposta à procura, entre outros.

Este desenvolvimento está intimamente ligado a quadros regulamentares que devem garantir tanto a neutralidade climática como a segurança energética. Através do Pacto Ecológico Europeu, dos pacotes legislativos Fit for 55, Energia limpa para todos os europeus e do plano REPowerEU, a União Europeia sublinhou a necessidade de modernizar as infraestruturas elétricas. Também destacou a importância de desenvolver redes mais inteligentes, com maior flexibilidade e interligação, capazes de gerir grandes flutuações e permitir uma distribuição eficiente da energia em mercados em tempo real.

A missão da ISGAN está alinhada com estes objetivos e atua como veículo para a partilha de conhecimento e a inovação regulatória, facilitando a expansão responsável das redes inteligentes a nível mundial. Neste futuro ideal, as redes inteligentes serão interoperáveis e funcionarão de acordo com normas comuns, permitindo a cooperação transfronteiriça.

“As redes inteligentes são fundamentais para a transição energética. Não apenas como facilitadoras da integração das energias renováveis, mas como a espinha dorsal de um futuro energético mais limpo, flexível, digital e participativo. O compromisso da Zabala Innovation neste sentido é claro: contribuir para moldar esta transformação ao lado dos nossos parceiros internacionais, garantindo que a mudança seja verde, inclusiva e baseada nas necessidades reais”, conclui Provaggi.